quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Castelos de Areia





















Os irmãos ainda ocupam-se com seus castelos
Constroem-nos como na infância... altos
Ninguém os alcança sobre estes saltos
Não compartilham seus sorrisos amarelos

Castelos recheados de esculturas
Cinzas, de pedras frias
Superfícies ásperas, expressões sombrias
Cercadas de pilastras seguras

Construções de tijolo e concreto
Rodeadas por muros
Batem à porta... nem o sol, só o escuro
Para protegerem-se da luz do incerto

Os irmãos sentem saudades
No castelo, nunca mais provaram sabores
Estão cercados de si, degustando desamores
Correndo os dedos pelas idades

Envelhecidos, desconhecem o mundo que os rodeia
Solitários entre as paredes, sujeitos a todo tipo de sorte
Os irmãos sabem que, por mais que pareçam fortes
Seus castelos serão sempre como os da infância... feitos de areia

9 comentários:

Aline Furtado disse...

Me vi um pouco nesse texto.
Sou uma pessoa muito cabeça aberta. Tenho no coração alguém que amo muito. Não sei como será minha vida mais lá na frente, mas costumo dizer quê o que tiver de ser, será. Então, eu digo q não tenho medo de envelhecer sozinha, mas acabei de pensar, que talvez, eu já esteja dentro desse esconderijo de castelo de areia frio e sombrio e não perceba, é algo que talvez perceberei lá na frente quando estiver vivenciando tal fase, aí terei certeza de muita coisa.

Aline Furtado disse...

Os textos que você faz são justamente para tocar no profundo da gente e enxergar a vida de certa maneira. Algo assim. E são sensações diferentes provocadas...

taliane lucena disse...

Não quero falar especificamente dessa foto e desse texto. Mas de você meu grande amigo.
Uma pessoa que admiro muito e adoro. Companheiro de trabalho, balada e até de confidências.
A saudade mora em meu coração, mas a distância não apagará ou diminuirá em nada meus sentimentos por você meu grande.
Torço pelo seu sucesso, porque talento, haaa, esse você já tem de sobra. Mas isso não te conteve. Saiu em busca que da perfeição. E essa perfeição você encontra em cada flash, cada captção de imagem - que por mais simples que seja se transforma na mais bela imagem e poesia.
Te adoro meu amigo e esperamos sua volta. bj

Alessandra Leite disse...

Rapha...

Amo todos os seus poemas,textos, fotos...Mas, esse tem algo que me tocou de uma forma diferente.

Sei bem quais são esses castelos de areia. Eu construí vários, tão altos...mas, acredito que não são de areia aqueles em que vou fazer minha morada..entende?

Ninguém foge do seu caminho. Mas, não existem castelos mais bonitos do que aqueles que construímos na infância. Por isso que nem eu, nem você, nem todas as pessoas com sensibilidade na alma, vamos perder a pureza e o sabor de ver o mundo com olhos de criança!

Um beijo no seu coração!!!

da sua irmã que te ama!

Ale

Mariane Cruz disse...

Passei só pra saber como anda o "teor" inspiração. Pelo visto, ela aumentou depois da raiva q tu passou com os vírus. Beijão, Mari.

Tati Almeida disse...

Texto interessante. Castelos, irmãos,desamores,solitários...

A foto também tá um barato. Aliás a viagem deu uma oxigenada no blog, novos ares por aqui.

Beijos.

0lga Freire disse...

nossa infância, nossos sonhos, tudo belo, alguns ficam outros se vão eh a vida, não se pode viver só de sonhos, meu filho adorei, te amo, mamãe.bjos.

Bruno disse...

Rafa,
o blog tá bem legal. Ótima idéia relacionar seus textos com suas fotos. Parabéns!!!PS. Queria ter 1/3 dos seus leitores... hehehheheh

Daisy Camargo disse...

Precisamos de coragem para permitir que nossos castelos, tão bem edificados, sejam tocados pelas águas que chegam com a maré alta. Águas que insistem em se aproximar e envolver nossas muralhas, desnudando nossos alicerces... Pena que tão poucos saibam o quanto esse processo desagregador pode acelerar nosso crescimento, livrando-nos do fardo de nossas cargas inúteis, acumuladas ao longo do tempo.