domingo, 14 de dezembro de 2008

Sibilinamente



Quisera eu transformar-me em silhueta
num fim de tarde violeta
pelas ruas, por cima dos muros
caminhar como sussurro

Quisera eu olhar enfim
Sibilino assim
como um suave murmuro
e, então, só haveria escuro...

Quisera, quisera tanto
cobrir-me com a noite, teu manto
mas para mim não há lugar

Quisera... Contudo, entretanto...
não percebo teus encantos
e para mim não há luar

7 comentários:

vanessa vieira disse...

ta show essa foto!

Virgínia Allan disse...

E quantos encantos mais nos passam desapercebidos, hein...?

Virgínia Allan disse...

Esqueci de comentar: belissima também a foto do gato... Adorei!

Nathy disse...

essa foi lá no "fundo da alma" :P

Thiago disse...

Como sempre arrasando, não somente pelas fotos, mas pelas palavras!!!

Abraços!!!

0lga disse...

londa foto, lindo poema, parabéns, te amo

D.A.Do.Fleming disse...

Rafa, saudáveis saudades. BH está a disposição. Estou em fase de abandono poético, quando voltar a me encontrar te aviso. Vou sibilinar no dados beleza? Assim você preenche o vazio do meu atual EU.

brazzzz