segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Súplica no Madeira



É para Borba que eu sigo
em solitária procissão
pelas águas, Deus comigo
e uma fitinha em minha mão

Nas carícias de uma brisa
na pequena embarcação
e o remo que desliza
é o gesto em oração

Seu Antônio de Borba
pouco tenho a oferecer
na minha vida sua obra
viajei pra agradecer

Nos banzeiros do Madeira
sobrevivo sonhador
de prender na malhadeira
a fartura de um amor

Sou humilde, sou assim
sou apenas ribeirinho
Caboclo de Antônio
que ainda não sabe orar

Vim a Borba, meu santinho
então não perde a fé em mim
que o maior dos meus sonhos
ainda é saber amar

7 comentários:

Gleicy Alves disse...

Nos banzeiros do Madeira
sobrevivo sonhador
de prender na malhadeira
a fartura de um amor...

Sempre com as palavras certas...te admiro,sucesso! =)

Virgínia Allan disse...

Acho que já sabes amar, se não soubesses não farias poemas assim... tão lindos!

Jorge Leite disse...

Queria eu saber escrever desse jeito!
É uma questão de dom. Esse é o seu!
Adorei!

Amapola disse...

Bravo!!!

Amapola disse...

Feliz Natal!

Fatum disse...

Caramba! Você se supera a cada foto.

JJ Fotos disse...

E viva a arte de ver a vida através das lentes...