segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Domingo, enfim



Canto aos dias de domingo perdidos
às manhãs, meios-dias e fins de tarde
em silêncio, com meu jornal repetido
Canto em paz, sem fazer alarde

Canto embaixo das árvores,
um canto descansado, dissonante
que pinta a solidão nos bancos de mármore
um nó na garganta... Rascante!

Canto as notas que auferia
da partitura de domingo, enfim
Canto como preferiria

Mas não é sempre que canto assim
Canto porque é domingo. Domingo de dia!
e domingos são dias sem fim

3 comentários:

Virgínia Allan disse...

Venho eu aqui, ouvir um canto de um dia que nunca termina... o canto invade a segunda-feira, quase terça, e cala minha noite insone... beijo

Marília de Dirceu disse...

Tive um domingo tão triste, com a morte de alguém que passei o sábado ensaiando amar, que não consegui ouvir música alguma além de suas últimas palavras na madrugada de domingo: "não some". não sei que aquele domingo vai terminar...
linda poesia! beijos.

Carlos almeida disse...

Bela composição! A foto lembra minha Jaqueira (FD-UFAM)